terça-feira, 7 de junho de 2016

Anvisa propõe nova regra para álcool líquido

A ideia da proposta de regulamentação é não permitir o álcool saneante líquido para limpeza, em elevadas concentrações.

A Anvisa abriu, nesta terça-feira (31/5), o prazoConsulta Pública Nº 165/2016, referente a proposta de Regulamento Técnico sobre álcool etílico para uso em estabelecimentos de saúde humana ou animal.  A proposta foi publicada no Diário Oficial da União de 24 de maio. O prazo para contribuição é de 60 dias e vai até 29 de julho de 2016.

A ideia da proposta de regulamentação é não permitir o álcool saneante líquido para limpeza, em elevadas concentrações (acima de 72% p/p), mesmo quando indicado para uso em estabelecimentos de assistência à saúde. Para esse tipo de função, a proposta vai permitir o álcool saneante na forma líquida, na faixa de concentração de 68 a 72% p/p, devendo ser exclusivamente registrado como desinfetante e não mais notificado.  
A medida se deve a regulamentação vigente permitir a notificação de álcool saneante líquido para limpeza, em elevadas concentrações (acima de 72% p/p), quando indicado para uso em estabelecimentos de assistência à saúde. Tais produtos não podem ser vendidos diretamente ao público, devendo ser aplicados ou manipulados exclusivamente por profissionais devidamente treinados. Entretanto, tem-se verificado a comercialização desse álcool diretamente ao público, que implica risco elevado de queimaduras, devido ao seu maior espalhamento em relação ao álcool gel.
Importante destacar, também, que o álcool líquido de baixa graduação (menor ou igual a 46,3% p/p) continua sendo permitido em qualquer forma física (gel ou líquida).
Para contribuir basta enviar as contribuições por meio do formulário eletrônico. Também é permitida a entrega de sugestões por escrito, em meio físico, na Agência.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Anvisa alerta para perigo de contaminação cruzada em alimentos
Muita gente não sabe, mas o simples ato de cortar um frango cru e utilizar a mesma faca, sem lavar, para fatiar uma carne assada pode ser um risco a saúde. É que carnes cruas e vegetais não lavados apresentam uma série de microrganismos causadores de doenças, que eventualmente são transferidos aos alimentos prontos. 

“Esse tipo de contaminação cruzada pode acontecer por meio da transferência de microrganismos de um alimento ou superfície para meio de utensílios, equipamentos ou do próprio manipulador”, afirma Maria Cecília Brito, diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por isso, a Organização Mundial da Saúde recomenda que os alimentos crus fiquem separados dos cozidos.
Para garantir a segurança de consumo, o processo de cozimento ou lavagem dos alimentos crus também não pode ser esquecido. Dados do Ministério da Saúde indicam que alimentos crus, como ovos e carnes vermelhas, são responsáveis, em média, por 34,5% dos surtos de doenças transmitidas por alimentos que ocorrem no Brasil.
Um cozimento adequado consegue matar quase todos os micróbios perigosos. “Estudos demonstram que cozinhar os alimentos a uma temperatura acima de 70° C garante um consumo mais seguro", complementa Maria Cecília.
Para minimizar os riscos associados ao consumo de ovos crus, a Anvisa obrigou, este ano, a declaração na rotulagem de ovos das seguintes informações: “O consumo deste alimento cru ou mal cozido pode causar danos à saúde” e “Manter os ovos preferencialmente refrigerados”. Na rotulagem de carnes de aves e miúdos de aves há declarações obrigatórias semelhantes.

Como evitar contaminação cruzada

- Separe carnes e peixes crus de outros alimentos.
- Utilize diferentes equipamentos e utensílios, como facas ou tábuas de corte para alimentos crus e para alimentos cozidos.
- Guarde os alimentos em embalagens ou recipientes fechados, para que não haja contato entre alimentos crus e cozidos.
- Lavar bem os utensílios e as mãos depois de manipular alimentos crus

- Guardar na geladeira os alimentos preparados no fogão, mesmo que ainda estejam quentes

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Cuidados para evitar proliferação do Aedes aegypti devem ser reforçados nas férias


Cuidados para evitar proliferação do Aedes aegypti devem ser reforçados nas férias

Antes de saírem de suas casas, os moradores devem fazer uma vistoria detalhada. Confira outras dicas

No início do ano muitas famílias aproveitam as férias para viajar. No entanto, é preciso tomar alguns cuidados para evitar que o Aedes aegypit (mosquito que transmite dengue, febre chikungunya e zika vírus) se prolifere no domicílio que permanecerá fechado durante algum tempo.
O assessor da Superintendência de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Fernando Campos Avendanho, destaca que a “recomendação aos viajantes é de que, antes de saírem de suas casas, façam uma vistoria detalhada dentro de casa e nos quintais com o objetivo de eliminar os recipientes ou tampar totalmente qualquer reservatório que possa acumular água parada e servir como criadouro do mosquito”, explica.
Vale lembrar que o verão, estação do ano em que as temperaturas são mais altas e as chuvas mais frequentes, oferece as condições ideais à proliferação do mosquito. Por isso, é importante reforçar os cuidados para eliminar os criadouros do Aedes aegypti e evitar a transmissão das doenças.
Ciclo de Reprodução do mosquito
“Do ovo, passando pela fase larvária até chegar à forma adulta, o ciclo de reprodução do mosquito pode variar de 5 a 10 dias em condições ideais, como acontece nesta época chuvosa e de calor do ano. A fêmea do mosquito deposita seus ovos na parede interna dos reservatórios e estes podem permanecer viáveis por aproximadamente um ano. Assim que o ovo entra em contato com a água ele eclode e inicia o ciclo”, explica Fernando.
Ainda de acordo com Fernando, “a ação mais efetiva para se evitar a transmissão de zika, chikungunya ou dengue é eliminar os focos do Aedes aegypti. Pesquisas mostram que cerca de 80% dos focos do mosquito estão nos domicílios”. Dessa forma, é indispensável que toda a população se mobilize e, cada um faça a sua parte no combate ao Aedes Aegypti.
Confira o que fazer em casa antes de viajar:
- Cuidado especial no armazenamento e destinação do lixo, mantendo-o em recipiente fechado e disponibilizando-o para recolhimento pela Limpeza Urbana;
- Jamais descarte o lixo ou qualquer outro material que possa acumular água no quintal de casa, no quintal de vizinhos, na rua ou em lotes vagos. Latas, caixas de leite e similares, é recomendável retirar o fundo para descartar;
- Mantenha a caixa d’água sempre limpa e totalmente tampada;
- Mantenha as calhas livres de entupimentos para evitar represamento de água nas mesmas;
- Elimine os de vasos de plantas e bebedouros de animais;
- Mantenha piscinas devidamente tratadas e tampadas.
Fonte: Agencia de Minas



terça-feira, 24 de novembro de 2015

Unidade de Vigilância Sanitária realizará campanha de conscientização para manicures e salões de beleza de Piranguçu



Seguindo a Programação anual de ações educativas a Unidade de Vigilância Sanitária de Piranguçu, elaborou um folder com orientações para prevenção de doenças como AIDS, Hepatites B e C, micoses e outras infecções que podem ser adquiridas através de materiais utilizados por manicures e pedicures.
A campanha tem por objetivo conscientizar profissionais e usuários quanto a importância da esterilização correta dos materiais, assim como o uso de materiais descartáveis e de uso de equipamentos de proteção individual por parte dos profissionais.
"Essa campanha visa minimizar os riscos a saúde não só dos usuários, mas também dos profissionais que desenvolvem esta atividade no município".  explica o agente de saúde.
Os folders serão distribuídos nos salões e também estarão disponíveis para os agentes de saúde realizarem um trabalho com as pessoas, principalmente com as mulheres que são as maiores consumidoras destas serviços.